Como viajar de avião com um chihuahua

Truques e Dicas // Novembro 2018
Chihuahua Pablo inside a cardboard airplane

Uma das melhores coisas que descobri pouco tempo depois de um chihuahua entrar na minha vida, é que ele pode viajar comigo de avião. Bem… todos os cães podem viajar de avião (no porão), mas um chihuahua (o cão mais pequeno do mundo) pode viajar na cabine de um avião junto ao seu dono. Não é fantástico?!

O Pablo tinha 11 meses quando viajou de avião pela primeira vez. Viajou de Lisboa para São Miguel (Açores). Como fizemos escala na ilha Terceira, a viagem rondou as 4 horas. Tratava-se de um destino relativamente perto; dentro do mesmo país e fala-se a mesma lingua. Foi um bom teste para conhecer o comportamento do Pablo num avião e para eu aprender a fazê-lo de forma descansada e segura.

Correu tudo bem! Foi uma experiência feliz e a repetir!

Caso esteja a pensar levar o seu melhor amigo de férias prepare tudo com antecendência e faça planos tendo em conta que o terá a seu lado e que as suas necessidades básicas e rotinas deverão ser mantidas, como por exemplo, os horários de refeição, brincadeiras e passeios. Apesar de a viagem de avião ser um momento aborrecido por estarem enfiados numa mala de pequenas dimensões durante algumas horas, lembre-se que todo o resto das férias ele vai poder estar com a pessoa mais importante da sua vida: o dono. Não gostamos todos de passar as férias em boa companhia?

Decisão tomada, existe muita coisa em que pensar. Pelo menos na primeira vez que o fizer.

1. Planear tudo com antecedência

Eu planeei a viagem do Pablo com cerca de 5 meses de antecedência. Como não sabia o que seria preciso, foi tempo suficiente para com calma pesquisar um hotel no destino que permitisse a estadia do Pablo no quarto; uma companhia aérea que permitisse viajar com o cão na cabine; comprar uma transportadora confortável; tratar dos assuntos veterinários e fazer uma lista do que seria necessário levar para as férias.

2. Comprar os bilhetes de avião

Eu prefiro comprar logo o bilhete de avião do meu cão quando compro o meu porque é a parte mais aborrecida do planeamento da viagem. Será necessário verificar com a companhia aérea se permitem viajar com cães na cabine e até que peso permitem a entrada. Eu voei com a TAP e com a Sata. Em ambas não se podem comprar os bilhetes do cão online. Depois de comprar o meu bilhete através do site, foi necessário dirigir-me a um balcão TAP para comprar o bilhete do Pablo (ida e volta com Sata incluída). Aconselho a fazer isto o quanto antes porque podem depois já não existir vagas para o bilhete do cão. O preço também varia de companhia para companhia. A TAP cobra 35€ por cada viagem do cão e a Sata cobra 4€ por cada kg do cão mas como comprei o bilhete através da TAP (a Sata fazia apenas parte do percurso) paguei 70€ no total (ida e volta).

Outra coisa muito importante antes de comprar os bilhetes é verificar qual o limite do peso do cão para viajar na cabine do avião. No caso da TAP o limite são 8kg no total (cão + transportadora). Pese portanto o seu amigo e adquira uma transportadora que não ultrapasse o peso limite com o seu cão lá dentro.

3. Escolher um alojamento que permita que o cão permaneça no quarto

A escolha do alojamento é muito importante. Na minha experiência correu muito bem. Encontrei a Quinta de Santana em São Miguel na qual ele poderia ficar comigo no quarto. Para além disso, o espaço envolvente eram jardins lindíssimos para fazermos os nossos pequenos passeios sem restrições. Era também um lugar calmo e bastante seguro para os momentos em que precisei deixá-lo sozinho no quarto para visitar lugares onde a entrada dele não era permitida.

4. Adquirir uma mala transportadora confortável

A transportadora também obedece a regras. Não podem ultrapassar determinadas dimensões. É portanto necessário verificar no site da companhia aérea (ou através de um balcão de informações) qual a dimensão máxima e tipo de transportadora permitida na cabine. Na TAP a dimensão da transportadora não pode ultrapassar 40cm x 33cm x 17cm (comp. x larg. x. alt) e tem de ser em material flexível e que retenha eventuais líquidos do cão.

Eu comprei uma transportadora através da Amazon com as dimensões dentro dos limites e homologada para a maioria das companhias aéreas. Tem uma particularidade que considerei bastante interessante: pode abrir-se uma lateral da mala, tipo tenda, caso queiramos depois dar mais espaço para o nosso amigo. Caso não saiba qual escolher esta foi a que eu comprei e para além de ter corrido tudo bem é super confortável.

5. Consulta do Viajante Canino

Depois de reservado o alojamento, bilhetes comprados e transportadora escolhida é chegada a hora da Consulta do Viajante do nosso amigo de quatro patas. É importante levar o seu cão ao veterinário com alguma antecedência e este irá informá-lo acerca de eventuais vacinas ou medicamentos necessários bem como dizer-lhe se o país para onde vai necessitará que o cão fique de quarentena à entrada e/ou saída do país. Para além destas informações o veterinário terá de avaliar se o seu cão se encontra saudável para fazer uma viagem de avião e terá, em algumas situações, de escrever uma carta com um relatório a confirmar a saúde do animal. Se sair do país irá também precisar de tirar o passaporte do seu cão. Este documento é assinado pelo diretor da clínica veterinária e no meu caso teve um custo de 15€. É um documento vitalício. Caso não saiba como o seu cão vai reagir ao estar fechado tanto tempo dentro de um avião fale com o seu veterinário sobre o Vetranquil. É um comprimido que não deixará o seu cão a dormir, mas ficará bem mais tranquilo.

6. Preparar o cão para a viagem de avião

Depois de todas estas tarefas “obrigatórias” é chegado o momento de com alguma antecedência preparar o cão para a viagem.

a) A transportadora

Eu apresentei a transportadora ao Pablo um mês antes da viagem. Começámos por colocar a transportadora no meio da sala para o Pablo a conhecer sem stress e ao ritmo dele. Desta forma foi-lhe permitido reconhecer o objecto e cheirá-lo as vezes necessárias até se sentir confortável. Depois coloquei biscoitos escondidos no interior da transportadora. Como o Pablo é muito guloso e curioso depressa entrou na transportadora para procurar o seu tão delicioso snack.

Por alguns dias transformei a transportadora na sua caminha de casa e sempre que ele queria descansar e dormir começou a procurar a transportadora para o fazer. Perfeito! Depois disto passámos à nossa primeira viagem de carro que já decorreu sem dramas e correu na perfeição. Tínhamos a nossa primeira fase de preparação da viagem concluída com sucesso!

Veja em baixo o vídeo que preparámos nos primeiros momentos do Pablo quando este viu a transportadora pela primeira vez.

b) O comprimido para dormir

Quando fizemos a nossa Consulta do Viajante com os veterinários do Pablo, foi-me recomendado que tirasse um dia para ficar com ele em casa e testar a dose recomendada de Vetranquil para a viagem (no caso do Pablo, é apenas 1/4 de comprimido). Correu bem… ao fim de 1 hora fez xixi no sofá de tão taralhouco que estava… Sugestão: antes de fazerem o teste com o vosso amigo, levem-no à rua para fazer as suas necessidades (boa dica!). Tirando o xixi correu bem. O Pablo dormiu uma sesta tranquila e passado algumas horas estava tudo normal.

Veja em baixo o video do Pablo no dia em que fez o teste do comprimido Vetranquil.

7. Fazer a mala

Depois de tudo isto é chegado o momento de fazer a mala. Não se esqueça que leva o seu amigo consigo e portanto inclua todos os items que são importantes para ele. Partilho aqui a minha check list de viagem do Pablo para nunca me esquecer de nada: bilhete de avião; transportadora; boletim de vacinas e passaporte; carta do médico; comprimidos Vetranquil; fralda para resguardo na transportadora durante a viagem; manta para aquecer durante a viagem e estadia; dois bonecos preferidos do Pablo; um comedouro e bebedouro de viagem (daqueles que se dobram e facilmente se arrumam em mochilas); ração; um osso para os momentos de descontração; trela; trela de carro (caso alugue um carro); arnês; camisola (caso viaje na estação fria) e snacks para as recompensas.

8. O dia da viagem

Finalmente chega o dia para o qual nos preparámos nos últimos meses. Nós viajámos no início da manhã, portanto acordámos muito cedo para o Pablo fazer as suas necessidades no primeiro passeio do dia. De seguida rumámos ao aeroporto. Quando entrámos no aeroporto o Pablo foi calmamente para dentro transportadora. Fizemos o check-in com o Pablo ao meu colo. Não deixe o seu cão dentro da transportadora no tapete durante o check-in (não há necessidade disso). De seguida, já na sala de espera, o Pablo deu mais um pequeno passeio à trela e quando faltou cerca de meia hora para o embarque tomou o seu comprimido milagroso para uma viagem sem stress. E assim foi. Provavelmente o Pablo nem precisará de voltar a tomar Vetranquil durante a próxima viagem, porque se portou lindamente, mas por via das dúvidas, levarei sempre comigo um comprimido de emergência. Durante a viagem de avião o Pablo viajou dentro da transportadora junto aos meus pés. Seguro e tranquilo.

Depois de aterrarmos em São Miguel respirámos fundo com um sorriso de orelha a orelha e o Pablo de patinhas no chão estava pronto para a aventura. Veja neste artigo como foi a nossa aventura nos Açores: Pablo, o chihuahua que descobriu os Açores.

Links Úteis

TAP – Viajar com animais

SATA – Transporte de Animais

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